Você conhece a geografia da África e de outros continentes?

A Conferência de Berlim aconteceu entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885 e delimitou regras e acordos durante a ocupação do continente africano pelas potências europeias. Conhecido também como partilha da África, esse evento oficializou o neocolonialismo que resultou na extensa exploração econômica de colônias africanas pelos países europeus:


A ocupação do continente africano foi realizada sob a justificativa de missão civilizatória que propunha acabar com a escravidão (ainda existente em partes da África). Além disso, as potências justificavam que, a partir da ocupação do continente, seria possível levar o cristianismo e também as “benesses” da civilização ocidental às populações. Naturalmente, todas essas justificativas eram utilizadas como pretexto para mascarar o real interesse: impor uma exploração econômica intensa sobre a África.
A ocupação do continente não aconteceu de maneira passiva. Houve movimentos de resistência em diferentes partes da África, no entanto, em razão da diferença de organização militar e de tecnologia, a resistência africana, em geral, teve apenas efeito de retardar o domínio europeu.

MAS, você percebeu que a divisão do continente africano são praticamente quadrados para cada país? O problemático disso e o que explica a atual situação socioeconômica da África é que ao dividir dessa maneira, os novos países englobavam numa mesma delimitação de territórios, povos rivais e que guerreiam incessantemente. A guerra gera, além de tristeza, muitos problemas sociais e uma crise econômica que só piora a situação. 

Esse imperialismo europeu/estadunidense ainda não acabou, pelo contrário, se mantém mais forte de acordo com suas políticas exteriores e relações internacionais. No caso da Europa, o imperialismo reina sobre a África e a Ásia no geral. No caso dos EUA, ele reina sobre a América Latina e Oriente Médio.

Desde a Segunda Guerra Mundial, após a Guerra Fria até a Nova Ordem Mundial, os países do norte são considerados desenvolvidos, e os do sul, subdesenvolvidos, com exceção da Austrália: 


Do mesmo modo, após o maior desenvolvimento dos países que compõe os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e South Africa), o mundo passou a ser analisado como "multipolar", como é mostrado no mapa abaixo com as áreas de influência estadunidense, européia e agora japonesa:



Texto de Fernanda Milan, Graduanda em Ciências Socais, pela FCLAr - UNESP.

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