A fórmula para manter a civilização em um momento de crise é bem simples: empatia.




"Há muitos anos, um aluno perguntou à antropóloga Margaret Mead o que ela considerava ser o primeiro sinal de civilização numa cultura. O aluno esperava que Mead falasse a respeito de anzóis, panelas de barro ou pedras de amolar. Mas não. Mead disse que o primeiro sinal de civilização numa cultura antiga era um fêmur (osso da coxa) quebrado e cicatrizado. Mead explicou que no reino animal, se você quebrar a perna, morre. Você não pode correr do perigo, ir até o rio para beber água ou caçar comida. Você é carne fresca para os predadores. Nenhum animal sobrevive a uma perna quebrada por tempo suficiente para o osso sarar. Um fêmur quebrado que cicatrizou é evidência de que alguém teve tempo para ficar com aquele que caiu, tratou da ferida, levou a pessoa à segurança e cuidou dela até que se recuperasse. “Ajudar alguém durante a dificuldade é onde a civilização começa” disse Mead. Estamos no nosso melhor quando servimos aos outros. Os momentos de crise nos ajuda a aprendermos a ser civilizados e a elevar nossa vibração ao nível de regeneração." (Autor desconhecido)
No meio de uma pandemia como esta que estamos vivendo, levando Mead como inspiração, o que me resta refletir é o seguinte:
Será que estamos sendo civilizados quando:
* ao estocar alimento, máscaras, álcool em gel, medicamentos, etc em excesso em nossas casas, fazendo com que esses produtos se tornem escassos ao outro que não tem o privilégio de poder estocá-los na mesma quantidade e muito menos em um valor muito maior que o considerado normal?
* apelamos e exigimos que todos estejam dentro de suas casas sabendo que quarenta é um privilégio de quem não precisa necessariamente trabalhar fora de casa ou mesmo nem trabalhar?
* somos adeptos e coniventes com um desgoverno que, só para exemplificar, incentiva uma manifestação que aglomera MUITAS pessoas, incluindo pessoas em situação de risco, num mesmo espaço neste momento tão delicado?
* nós, que podemos e devemos nos isolar, somos negligentes de ficar saindo por motivos banais entrando em contato com pessoas de risco e transmitindo o vírus progressivamente por teimosia?
Bom, as perguntas são retóricas, você já chegará a uma conclusão sozinho antes mesmo de respondê-las, então aproveite essa reflexão e tenha um pouco mais de civilidade com o seu próximo, principalmente se ele é menos privilegiado que você. Em momentos como esses é que devemos pensar mais sobre o que é justo e digno de ser feito. Deixe o egoísmo e individualismo de lado, tome as atitudes corretas e contribua para a manutenção da sua civilização.

Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

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