O capitalismo e a prisão dos nossos corpos e mentes.


Fonte: webpages.charter.net


O capitalismo nada mais é que uma prisão dos nossos corpos e mentes. 

O desemprego é estratégia para fazer o trabalhador aceitar qualquer trabalho, em qualquer condição, com qualquer jornada, para que assim, direitos trabalhistas fiquem em último plano e a elite ganhe cada vez mais em cima do proletariado. 

A precarização de serviços públicos é projeto para que se apoie privatização, mesmo sem ter condições de pagar por ela, e isso vai desde o postinho de saúde que você é atendido gratuitamente em uma emergência até a universidade livre de mensalidades do seu filho. 

Não esqueça que esses serviços, embora se faça parecer esmola de uma gestão política, é nada mais que um direito básico da dignidade humana.


No que tange ao projeto educacional brasileiro, como diz um grande educador meu, estamos submetidos a uma violência simbólica que nos faz pensar que tudo que estamos aprendendo é humanizador e evolutivo, quando na verdade, depositar conteúdos é colonizar o conhecimento de fato e domesticar comportamentos que serão úteis para a competição desse capital, financeiro e "cultural", onde aquele que mais assimila o que se é imposto, mais é considerado alguém de sucesso.


 Não parece ingênuo acreditar que tudo isso é apenas uma coincidência? Que esse sistema não oprime a própria essência da humanidade? Liberdade? Pra quem? 

É bizarro como fomos aculturados a imaginar que ser e sentir-se livre é poder estar em um ranking e competir pelo primeiro lugar, que no final das contas, só reforça a desigualdade, já que para existir o topo, precisa existir o fundo do poço. 

E como resistir? É procurar alternativas, dentro do próprio sistema, que faça diminuir tanta injustiça. 

Mas cuidado, se você se revolta com tudo isso, é melhor ir se acostumando que a revolução parte de dentro e que muitos daqueles seres vítimas disso tudo e que ainda não enxergam como as coisas funcionam vão fazer de tudo para continuar lutando para a manutenção daquilo que os faz sofrer.

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